ANTEPROJETO
DOS PARQUES DO ENGENHO CENTRAL E DO MIRANTE
::Histórico
O Projeto de Requalificação
do Engenho Central e Parque do Mirante vêm num processo de
consolidação desde os estudos desenvolvidos pelo Programa
Básico de Ocupação e Uso de 1992, que através
de uma análise ampla abordou seus aspectos históricos,
com dados sobre a região, a cidade e o próprio Engenho,
como um símbolo muito importante para um período da
Economia de Piracicaba. Além disso, o trabalho é desenvolvido
a partir de um estudo descritivo das edificações do
Complexo e de um Programa Básico de Uso e Ocupação,
já sinalizando para a transformação do Complexo
num pólo turístico, associando equipamentos culturais,
recreativos e de lazer com empreendimentos comerciais.
Esse Programa proposto foi embasado no Estudo de Viabilidade Econômico-financeira
e em Pesquisas de Rastreamento, buscando as características
físicas, econômicas e culturais da cidade de Piracicaba,
Pesquisas Exploratórias, com habitantes ligados à
vida cultural e econômica de Piracicaba e Pesquisas Quantitativas
para que se obtivesse consistência nos dados levantados.
Outro aspecto importante a ser destacado, é que este estudo
apresentou uma análise de potencial de mercado, que, através
de uma delimitação geográfica, estabeleceu
para as cidades envolvidas na análise, cinco zonas de influência
em relação à Piracicaba e chegando, a partir
daí, na definição dos mercados possíveis,
bem como as respectivas perspectivas de demanda.
Essa análise por delimitação geográfica
é bastante pertinente para o tipo de Empreendimento em estudo,
mas é imprescindível associar os mercados potenciais
identificados com os diversos tipos de usos propostos pelo projeto
e suas respectivas características de ocupação.
Este estudo foi de grande valia, por apresentar as primeiras opções
de ocupação embasadas em informações
detalhadas, principalmente no que diz respeito à realidade
da cidade e do Engenho e a interdependência entre eles, mas
sem a definição concreta de uma proposta de ocupação
e de uso para os edifícios do Complexo e a devida profundidade
com relação à sua sustentabilidade econômico-financeira.
O Programa de Ocupação e Uso do Engenho Central de
2002, que, coordenado pelo CODEPAC, o órgão responsável
pela defesa do patrimônio cultural, não poderia apresentar
outro caráter se não o de um Espaço Cultural,
articulado pelos conceitos de "patrimônio histórico",
"memória" e "cidadania".
O Programa propõe o mínimo de intervenções
possível para manter as características originais
do Complexo, combinando "doses de preservação",
inclusive de algumas ruínas, com "doses de restauração"
a partir das demandas presentes do Engenho.
Os estudos elaborados, tanto em 2002 pelo CODEPAC/Prefeitura Municipal
de Piracicaba, quanto em 2003 pelo MCT/FEALQ, já são
desenvolvidos a partir da idéia do Museu de Ciência
e Tecnologia, que se transformou num desejo da comunidade piracicabana
e num objetivo a ser alcançado através de um projeto
viável e consistente.
No Programa de 2003, no entanto, que o Projeto do Museu de Ciência
e Tecnologia ganha consistência, com o desenvolvimento de
um estudo específico para sua implantação e
para a definição das atividades desenvolvidas e tecnologias
incorporadas pelo seu Programa. Outro aspecto importante a ser considerado,
é que o Programa de 2003 interpreta o espaço do Engenho
Central sob o conceito de cidadela, amplamente explorado pelo Programa
atual, principalmente pela incorporação de usos complementares
ao Museu de Ciência e Tecnologia e que por extensão,
passam a conferir ao Engenho esta característica de nova
centralidade para o município.
Acrescenta-se a isso, o fato de que ambos os estudos, mas principalmente
o de 2003 apresenta a preocupação com a destinação
dos diversos edifícios de Complexo, chegando numa proposta
de uso e ocupação mais detalhada e compatível
com a destinação desejada para o espaço.
Isso mostra que apesar de ambos os estudos apresentarem o mesmo
caráter de ocupação para o Complexo, como espaço
de difusão de cultura, os Programas de 2002 e 2003 apresentam
divergências tanto no aspecto conceitual quanto em termos
de profundidade nos programas de ocupação e uso para
o Engenho.
A busca de compatibilizar e conjugar os usos cultural, comercial,
lazer e eventos sazonais consagrados nesse espaço como meios
de sustentação econômica do local, levou a de
elaboração de um Programa de Uso e Ocupação
do Engenho Central, incorporando também o Parque do Mirante
nesse complexo de entretenimento, com o objetivo maior de consolidar
as diretrizes para uso desse nobre espaço.
Adaptado do texto Complexo Engenho Central Parque do Mirante
– Barbara Consultoria
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