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Escala Urbana do Projeto
Beira-Rio, dividido em oito trechos
TRECHOS
1) Beira-Rio Central
Entre as pontes do Mirante e do Morato, na área central do perímetro
urbano, detentora de rico e variado patrimônio arquitetônico,
histórico, paisagístico, geológico – enfim,
cultural. Por suas qualidades, este trecho apresenta a natural característica
de um “parque” urbano, somente não apreendido como
tal devido a determinados limites físicos e visuais ali contidos,
os quais impedem conexões mais efetivas, principalmente para o
pedestre. As diretrizes para este trecho são definidas em função
da minimização desta situação paradoxal:
• tratamento da margem como
espaço público e acessível ao pedestre;
• constituição de eixos de ligação transversais
entre o centro da cidade e a orla do rio e entre as duas margens;
• constituição de ligações longitudinais
em ambas as margens;
• transformação da Avenida Beira Rio em rua de mão
única para alargamento das calçadas;
• conexão entre o Largo dos Pescadores e a “Casa do
Povoador” por meio da nova situação de passeios públicos;
elevação do nível do leito viário ao da calçada,
“ampliando” o Largo dos Pescadores, associado a elementos
moderadores de tráfego e sonorizadores;
• instalação de dispositivos moderadores de tráfego
e sonorizadores nos cruzamentos do viário com os eixos transversais
definidos;
• estudos de viabilidade de percursos de bonde turístico
em integração ao circuito de bonde proposto pelo anteprojeto
do Museu de Ciência e Tecnologia; percurso de transporte coletivo
alternativo, preferencialmente não-poluente;
desenvolvimento de programa de recuperação e conservação
do patrimônio histórico e arquitetônico existente no
trecho.
2) Lar dos Velhinhos
Trecho situado entre as pontes do Mirante e do Lar dos Velhinhos, no qual
a adequação de calçadas e trilhas bastante próximos
ao corpo d’água, com trechos já reconstituídos
de mata ciliar com vegetação nativa, a continuidade desse
manejo e a indicação de um dos maiores trechos do trajeto
do bonde a tornam um espaço privilegiado em potenciais paisagísticos
e ambientais, inclusive nos aspectos turístico e educacional.
3) Bongue
Trecho definido entre as pontes do Morato e do Caixão. Premissa
fundamental do PAE é a conservação do patrimônio
natural conectada à preservação do meio ambiente,
o fomento ao turismo e à educação ambiental. Nesta
escala urbana do Projeto Beira-Rio, a pedreira do Bongue é considerada
um dos patrimônios a serem preservados, por ser um testemunho geológico
da formação da região.
A pedreira sofreu ao longo dos anos processos erosivos
decorrentes da extração de rocha e da abertura de leitos
viários, perdendo a conexão direta com as águas do
rio que outros monumentos semelhantes rio abaixo ainda possuem, como o
Paredão Vermelho.
A pedreira é referência visual importante
para a população, sendo observável de variados pontos
da cidade, como do início da rua Ipiranga, de vários pontos
da avenida Francisco de Souza e do entroncamento das rodovias Piracicaba-São
Pedro, Piracicaba-Rio Claro, Piracicaba-Limeira (configurando-se como
um cartão de visita para quem chega à cidade). O PAE estabelece
as diretrizes de:
• conservação: a não-duplicação
da estrada do Bongue associada a estudos para o escoamento do tráfego
por corredores alternativos;
• manutenção dos corredores visuais com foco na pedreira;
• tratamento como monumento geológico por meio de iluminação
cênica;
• fomento ao ensino e turismo por meio de visitação
monitorada e didática;
• fomento a programas de educação ambiental e capacitação
de guias turísticos em vistas à inserção social
4) Corredor Ecossocial
O chamado “Corredor Ecossocial” compreende as avenidas Armando
de Salles Oliveira, Dr. Paulo de Moraes, Juscelino Kubitschek e Francisco
de Souza. Trata-se do conjunto de percursos associados aos fundos de vale,
ao leito de antigas ferrovias e aos principais fluxos de circulação.
Através do Corredor Ecossocial, o cidadão circula pela cidade
em contato com faixas verdes conectadas ao ecossistema principal correspondente
à calha do rio Piracicaba. Como diretriz, o adensamento da arborização
urbana das avenidas e seus entornos imediatos em função
deste conceito.
5) Corumbataí
O rio Corumbataí é o maior afluente do Piracicaba e fonte
de abastecimento de água da cidade. A este trecho O PAE estabelece
premissas de:
• conservação
da paisagem por meio da recuperação da mata ciliar (parcerias
com programas já instalados - do Consórcio PCJ, por exemplo);
• parcerias com outros municípios, universidades ou entidades
(ONGs, consórcios) para sua recuperação ambiental;
• recuperação dos afluentes (o ribeirão Guamium
corre totalmente no município e por isso pode-se garantir maior
controle de suas águas e de sua vegetação ciliar)
6) ESALQ/USP
A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São
Paulo (ESALQ/USP) é um centro de ensino, pesquisa e produção
de conhecimento de nível nacional internacional; compreende uma
porção significativa do território de Piracicaba
e atrai, ainda, a população da cidade por sua condição
de parque público. Todas estas características conferem
a este trecho diretrizes de:
• maior proximidade com as
margens do rio, atualmente inacessível em muitos trechos;
• maior proximidade com a população por meio de estímulo
a parcerias com o Poder Público no desenvolvimento de programas
de educação ambiental
7) Monte Alegre
Monte Alegre é um antigo bairro operário de usina de açúcar
e álcool e um rico patrimônio cultural da cidade. Tombado
pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural (Codepac), é
atualmente propriedade particular e assim deve ser considerado para efeito
do desenvolvimento de intervenções futuras, à luz
da preservação do patrimônio e do fomento ao turismo.
8) Pedreira do Morato
Área compreendida pelo bairro do Morato e a calha do ribeirão
do Enxofre, hoje ainda área de extração, com explosões
regulares e muito próximo à áreas residenciais. Deverá
receber plano de manejo para requalificação ambiental.
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