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Os conceitos trabalhados pelo PAE relevam os espaços identitários da cidade em função de suas importâncias e potencialidades na construção de uma noção de pertencimento ao sistema biológico, antrópico e cultural formado por rio e cidade. Alguns conceitos, por exemplo, são os de corredor eco-social (sistema de circulação correspondente aos fundos de vales e conectado à calha do rio) e os de primeiro, segundo e terceiro leitos (respectivamente, a calha natural do rio em sua maior parte do ano, a calha do rio em períodos de enchentes e a calha do rio “cênico”, que se oferece em visuais significativas para a cidade, muitas vezes através de imagens fortemente identitárias). O patrimônio cultural é entendido no Plano de Ação Estruturador como a apreensão pelo cidadão dos patrimônios naturais (o salto do rio, a pedreira do Bongue, o Paredão Vermelho, as matas urbanas do Engenho e da Chácara Nazareth) e os patrimônios construídos (o Engenho Central, a “Casa do Povoador”, a Fábrica Boyes, Monte Alegre, a Rua do Porto etc). A aplicação destes conceitos resulta em premissas do PAE fundamentadas em programas de educação ambiental e capacitação para a indústria do turismo e do ecoturismo – as quais, pos suas intrínsecas propriedades de preservação do patrimônio cultural associadas à inserção social e geração de renda devem ter fomento planejado pelo poder público. Para tanto o PAE preconiza a elaboração de um zoneamento ecológico-econômico do município como a base deste processo, em direção a um novo paradigma de ocupação antrópica no meio físico.
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