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Perímetros de Intervenção Prioritária
::Complexo da Antiga Estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro

Em 29 de julho de 1922 chega o primeiro trem da Companhia Paulista de Estradas de Ferro a Piracicaba.

Todo o complexo da estação foi construído sobre terreno doado pela Câmara Municipal, condicionando a concessão ao período em que o trem circulasse pela região. Na hipótese do trem parar de correr, a área seria restituída ao município.

O conjunto arquitetônico é tombado em nível municipal pelo CODEPAC – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural, localizando-se no limite do perímetro da área de estudo do Plano de Ação para a Reabilitação Urbana da Área Central, contando o conjunto com área total de cerca de 80.000 m², distribuída ao longo de trecho de 1.100m de comprimento.

Os imóveis de interesse histórico encontram-se em precário estado de conservação, como observado na estação e na gare, praticamente sem uso desde sua desativação total para o transporte de carga no ano de 1990 - o transporte de passageiros já havia sido desativado em 1976.

Além da subutilização das edificações e das áreas livres do complexo, observa-se que o conjunto acaba por se configurar como uma barreira entre as regiões Sul e Centro da cidade de Piracicaba, prejudicando a circulação e o deslocamento entre essas áreas.

A partir dessas constatações, define-se a vocação desse complexo para o abrigo e atividades vinculadas a um “uso urbano cotidiano”, tornando-se efetivamente cidade, articulando comércio e serviços, tanto públicos quanto privados, atividades esportivas e de lazer, assim como a disponibilização de infraestrutura urbana de suporte ao entorno.

Essa proposta deve pautar-se por alguns parâmetros, que seguem:

  • Respeito às características do conjunto enquanto bem tombado em nível municipal pelo CODEPAC;
  • Proposta de transposição da área através de ligação viária entre os bairros das regiões Centro e Sul da cidade;
  • Manutenção da característica de espaço de acesso público;
  • Integração urbanística do complexo aos bairros do entorno;
  • Sustentabilidade econômica através de concessões e parcerias que garantam recursos para sua manutenção.

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