Em meio a este processo, foram realizadas
várias Audiências Públicas, oficinas de capacitação
junto às lideranças do Orçamento Participativo,
construção de Mapas Temáticos, além
de entrevistas e consultas a lideranças de diferentes públicos:
movimentos sociais e populares; Organizações Não-Governamentais
e do terceiro setor; entidades empresariais, ambientalistas, sindicais,
profissionais, acadêmicas e de pesquisa. Além disso,
este movimento integrou-se ao processo coordenado pelo Ministério
das Cidades referente à Conferência Nacional das
Cidades e à Conferência Estadual das Cidades.
O esforço de sensibilização
e mobilização sempre teve uma motivação
especial: estimular e assegurar o caráter participativo
do processo, na medida em que as questões em debate transcendem
o conteúdo técnico. Os temas objeto de reflexão
dizem respeito à realidade e ao tipo de cidade que se deseja
construir. Não é por acaso que os três Planos
em debate agora são integrados em um mesmo sistema de planejamento,
agregados através do Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável
de Piracicaba. A questão de fundo não é outra
senão a construção de um modelo de desenvolvimento
que seja socialmente justo e inclusivo, economicamente ativo e
racional, ambientalmente equilibrado e sustentável. Exatamente
por isso, são integradas as dimensões da dinâmica
físico-territorial, do desenvolvimento socioeconômico,
da mobilidade e do desenvolvimento rural.
A
expansão desordenada das últimas décadas
gerou toda sorte de problemas, tais como a falta de infra-estrutura
(habitação, saneamento, transportes, equipamentos
sociais) e o comprometimento de nossos recursos naturais, dentre
os quais as agressões aos recursos hídricos em geral
e à bacia do rio Piracicaba em particular são, talvez,
os principais exemplos. Nessas condições, reordenar
o crescimento da cidade e planejar são ferramentas que
não podem ser desprezadas. Desenvolvimento com qualidade
de vida para a atual e as futuras gerações, portanto,
é uma exigência que não pode ser ignorada.
Por tudo isso, as propostas
apresentadas passaram pelo crivo da sociedade civil. Os instrumentos
propostos são avanços extraordinários, reconhecidos
pela Constituição Federal, pela Lei Orgânica
do Município e pelo Estatuto da Cidade. São princípios
do Estatuto da Cidade: autonomia para o município legislar
sobre seu território; o direito à cidade para todos;
o exercício da função social da cidade e
da propriedade; o combate à especulação imobiliária;
a democratização da gestão da cidade.
O
desafio que se impõe é o de consagrar o interesse
público e praticar o bem comum, construir as bases de uma
cidade que se orgulhe de que seus cidadãos têm o
direito a ter direitos e de que o conceito de desenvolvimento
sustentável é uma realidade. Em outras palavras,
trata-se, na prática, da nossa Agenda 21.
DIMENSÃO
URBANA
Aqui você encontra
informações sobre o diagnóstico da dimensão
urbana do Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável.
À Secretaria Municipal
de Planejamento-SEMUPLAN coube iniciar a coordenação
do processo de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento.
Em razão da extinção daquela secretaria,
tal coordenação foi assumida pelo recém-criado
Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba-IPPLAP, que
a substituiu.
DIMENSÃO RURAL
Aqui você encontra
informações sobre o diagnóstico da dimensão
rural do Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável.
À Secretaria Municipal
de Agricultura e Abastecimento-SEMA coube a coordenação
do processo de elaboração do Plano Diretor Rural.
DIMENSÃO DA
MOBILIDADE
Aqui você encontra
informações sobre o diagnóstico da dimensão
da mobilidade do Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável.
À Secretaria Municipal de Trânsito
e Transportes-SEMUTTRAN coube a coordenação do processo
de elaboração do Plano Diretor de Mobilidade.
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