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No plano local, a criação do Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba-IPPLAP é um marco alvissareiro, porque vinculado ao propósito de dotar o Poder Público de instrumentos e instituições permanentes de planejamento. De certo modo, é o desfecho de um rico processo local e regional de inspiração planejadora, do qual podem ser destacados o Plano Diretor de Desenvolvimento de 1991, aprovado em 1995 e ora em revisão; a formulação inédita dos Planos Diretores Rural e de Mobilidade, também em curso; a criação do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba e Capivari; o Plano Diretor de Turismo; os Planos Diretores de Água e de Esgoto; o Zoneamento Ambiental e, mais recentemente, o Plano de Ação Estruturador do Projeto Beira-Rio. Também merecem registro outras iniciativas da sociedade civil, notadamente aquelas de preservação dos recursos naturais, e particularmente o Piracicaba 2010 – Realizando o Futuro. Nessas condições, o planejamento readquire significação estratégica, pois deriva de uma revalorização do papel do Estado, pela compreensão de que lhe cabe a missão intransferível de promover bem-estar e prestar serviços universais, ampliando e assegurando o exercício de direitos. Além disso, enseja uma ação prospectiva duradoura, cuja virtude maior é sua capacidade de analisar e apreender corretamente as dinâmicas da sociedade, de antever cenários e tendências, de modo a gerir racionalmente o processo de desenvolvimento. Planejamento e cidadania, assim, configuram o binômio indissociável que origina o surgimento do IPPLAP: planejar para promover desenvolvimento e assegurar direitos.
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